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Análise: Cuphead

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Análise: Cuphead

Cuphead chamou a atenção dos jogadores desde o seu anúncio na E3 de 2014, com sua arte incrível, sua trilha sonora criativa e, principalmente, sua dificuldade elevada. O jogo do Studio MDHR entrou no radar do grande público e sua chegada era esperada com ansiedade. Mas o jogo vai além da dificuldade elevada, ele também brinda os jogadores persistentes e que se dedicam a aprender cada movimento. Sim, você vai, literalmente, comer o pão que o diabo amassou, mas isso será inesperadamente recompensador.

Confere com a gente!

Não faça acordos com o diabo

A história de Cuphead mostra duas xícaras ultra carismáticas que perdem uma aposta no cassino do diabo e precisam fazer uma acordo com o mesmo. Para pagar sua dívida eles precisam cobrar contratos de outros devedores e levarem essas almas para o capiroto. Cada contrato envolve uma insana luta contra um chefe, onde toda a habilidade do jogador será posta no limite.

Em resumo, você deve trabalhar de cobrador de dívidas do diabo, para não ter sua alma jogada no inferno.

Jogabilidade

O gameplay do jogo é um dos seus grandes destaques, que junto com sua qualidade audiovisual, o fazem se destacar no mundo dos games. Cuphead possui a clássica jogabilidade em 2D, com fases que misturam plataforma, com estilo Run and Gun (atire e corra), mas também possui suas insanas lutas contra chefes. Ao todo, são 28 chefes espalhados em 4 ilhas, com 6 fases de Run and Gun.

As fases Run and Gun servem para que os jogadores consigam moedas e também abram alguns caminhos dentro das ilhas. São fases bem tradicionais no mundo dos games, onde os jogadores precisam correr, atirar e tentar chegar vivo no fim. No meio existem moedas que servem para que você compre novas habilidades no shop.

Além disso, esses estágios possuem desafios extras como conseguir encher seu poder especial, não morrer, dar um determinado número de parry nos objetos cor de rosa e até mesmo terminar todas elas sem tomar dano ou matar ninguém. Esse último desafio irá desbloquear o visual em preto e branco de Cuphead. Algo bem interessante para quem curte um desafio ainda maior.

Tudo é tão pensando com carinho em Cuphead, que até as ilhas escolhem segredos incríveis, como ajudar um grupo de patinhos cantores tristes a acharem seu irmão perdido, para que eles retomem a alegria e voltem a cantar. Um segredo que mostra o trabalho minucioso feito pelos desenvolvedores.

Mas o que chama a atenção mesmo em Cuphead são as batalhas contra os bosses. Elas são insanamente incríveis e trabalhosas. Mas isso não quer dizer que a dificuldade seja punitiva ou desbalanceada, tudo no jogo é uma questão de prática e treino, ou seja quanto mais você enfrentar um inimigo, mais você irá conhecer os seus movimentos e mais acostumado você irá ficar para passar dele.

Os chefes são um grande deleite para os olhos, alguns deles são lutas cara a cara com elementos de plataforma e em outros você precisa usar um avião para derrotá-los, trazendo mais dinâmica para as batalhas. Cada chefe é único e com ataques mirabolantes que te farão chegar ao limite até derrota-los. Cada um deles possuem fases, onde em cada uma delas seus ataques e comportamentos mudam, para aumentar a dificuldade e testar a capacidade dos jogadores de se adaptarem aos obstáculos.

Tudo funciona muito bem, com controles fáceis e intuitivos, para que os jogadores de concentrem ao máximo nas milhares de coisas que estão acontecendo na tela. Ao final de cada estágio vencido, é inegável o sentimento de satisfação, algo que marca profundamente os jogadores de Cuphead.

Uma ajuda sempre é bem vinda

Uma das grandes sacadas dos desenvolvedores foi colocar um modo co-op em Cuphead, para poder se aventurar com um amigo e conseguir uma ajudinha para passar daquele boss que você não consegue derrotar de jeito nenhum. O jogador principal joga com o Cuphead(vermelho) e o segundo jogador com o Mugman(azul).

Apesar do jogo se tornar mais acessível, pois um jogador pode reviver o outro, a dificuldade também aumenta. A sensação é que o HP dos bosses aumenta. Sem falar na loucura que fica na tela com dois jogadores atirando ao mesmo tempo. Mas, assim como na jogatina solo, é incrivelmente recompensadora a vitória em equipe.

Infelizmente, o modo co-op é apenas local, o bom e velho co-op de sofá, mas os jogadores já pediram uma opção dessa alternativa ser expandida para o online, o que expandiria ainda mais a diversão em Cuphead. O Studio MDHR já se posicionou dizendo que vai tentar atender esse pedido dos jogadores no futuro.

Gráficos e Som

Outro ponto que sempre chamou a atenção em Cuphead foi a sua proposta audiovisual maravilhosa. A arte do jogo lembra os desenhos animados da década de 30, e tudo que você vê na tela foi integralmente desenhado à mão. O resultado final é uma estética deslumbrante e animações soberbas. Isso sem falar na sensação de estar dentro de um desenho animado, algo que é incrivelmente encantador.

A trilha sonora é outro ponto que merece todo o reconhecimento, com canções totalmente orquestradas, que trazem uma sensação única ao gameplay. Se a arte do jogo não te jogou dentro de um desenho animado, a trilha sonora certamente o fará. Além disso, ela traz um passeio de emoção pelo auge do período do jazz e das big bands, com algumas das melodias mais legais e suaves do groove da década de 1930.

Cuphead está totalmente em inglês, mas o Studio MDHR já confirmou que irá adicionar outras línguas em uma futura atualização. Vamos torcer para que o português do Brasil seja adicionado.

Opinião

Cuphead é o jogo do momento, e merece toda a visibilidade e sucesso que está alcançando. O jogo obriga que os jogadores saiam da sua zona de conforto e tenham que mostrar e desenvolver toda a sua habilidade, trazendo novos e bem-vindos ares para o mercado de games. É o tipo de jogo que te fará gritar de raiva ao fracassar por diversas vezes, mas também é o jogo que te trará uma alegria inexplicável quando finalmente derrotar um inimigo ou uma fase.

Além disso, toda a desenvoltura audiovisual do jogo é apaixonante, e cativa os jogadores desde a sua primeira imagem ou acorde da sua trilha sonora magnífica.

Sim, Cuphead é difícil, mas nada que a prática não te leve a conseguir fazer a progressão no jogo. Todo o trabalho primoroso feito no jogo faz valer a pena cada minuto dentro dele. Ele não só é um dos grandes destaques do mundo dos jogos em 2017, como também tem tudo para fazer história e ser lembrado por muitos e muitos anos.

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